O que dizer? Nos últimos tempos
já escrevi tanto sobre isto: o terrorismo é um dos piores males da humanidade,
pela violência, pela cobardia, pela desproporção, pela perversidade… Matam-se
assim inocentes, como se nada fosse. Vamos ver o que faz a comunidade internacional,
espero que se esclareça, até ao limite de todas as possibilidades, o que
aconteceu e sejam tiradas todas as consequências.
Pesquisar neste blogue
quinta-feira, 24 de julho de 2014
quinta-feira, 17 de julho de 2014
A contingência humana
Todos os telejornais têm do
mesmo: acidentes, mortes inesperadas… A certeza da morte deveria levar-nos a
pensar no fundamental da condição humana: a contingência do viver.
Devíamos aprender desde pequenos que estamos de passagem, e este pode ser o último
dia, hora, minuto, segundo…
Palavreado cristão, etc., etc. Talvez, mas, no caso, é apenas bom senso. Acumular riqueza, construir bancos, sistemas financeiros, com uma
volatilidade tal que nos estonteia e que ninguém percebe ou controla, e não olhar
para o essencial, não pode ser caminho para a humanidade.
Regressemos ao essencial, ao
simples, ao olhar, em primeiro lugar, para o lado; resgatemos a proximidade com
o outro; deixemos de nos estranhar uns aos outros. Terrível indiferença!
Etiquetas:
contingência humana,
Interrogações
quinta-feira, 10 de julho de 2014
O jovem comunista
Ouvi falar o jovem deputado
comunista (João Oliveira) e pus-me a pensar: afinal, não terminaram as utopias; afinal, há quem
ponha, acima do individual, o colectivo, todos os outros. “Não estamos aqui por interesses
pessoais, não estamos aqui para ir trabalhar como CEO’S de grandes multinacinais, estamos para servir
as pessoas”.
Pareceu-me descortinar, ainda, muita retórica ideológica, mas igualmente um sentido de profundo envolvimento com os problemas da sociedade. “É a
realidade que mais perturba os políticos”, fala de transformar o quotidiano, da urgência do emprego, da
justiça, duma vida melhor para todos. Há lá maior utopia e maior necessidade! O necessário não é utópico, é o real e o possível.
terça-feira, 8 de julho de 2014
As jovens raptadas na Nigéria
Continuam prisioneiras e escravas do grupo que as raptou. Não parece aceitável que o seu cativeiro continue, depois de tanto tempo, quando há largas semanas disseram que já as tinham localizado. Meandros politicos impedem que as jovens possam regressar a casa e abraçar os seus familiares.
Etiquetas:
direitos das mulheres,
grupos terroristas,
raptos
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Uma sabedoria prática, para o mundo de hoje
“Não
vê a minha situação, não me deixa explicar, diz-me que não pode fazer nada, que
a lei não permite” (referia-se à assistente social, com quem tinha acabado de
falar, depois ver esgotado o subsídio de desemprego). Ao ouvir aquela senhora
que, no seu sentido comum de justiça, acabara de (d) enunciar toda a conflitualidade
do campo prático: entre a universalidade da lei e a pessoa concreta, ecoaram, em
mim, textos de Ricoeur.
Regresso
a esses textos e à consciência da importância de uma perspetiva de saber
prático capaz de dar resposta aos
conflitos éticos das sociedades de hoje, tanto os determinados pelas
contingências económicas, sociais e políticas, como os determinados pelo pluralismo
moral que as diferentes formas de
bem viver colocam na ordem do dia.
Para Ricoeur, valores e regras são estruturas morais
com que os indivíduos e as sociedades se orientam e determinam, pelo que, em
vez de oposição, o que faz sentido é encontrar passagens, considerando tanto argumentos
como interpretações, assentes na ponderação crítica do homem sábio, aquele que
decide com a convicção de estar a fazer a melhor escolha, naquele caso
concreto.
Etiquetas:
etica,
resolução de conflitos,
saber prático
quinta-feira, 3 de julho de 2014
O conflito entre israelitas e palestinianos
Talvez, a violência seja tão
natural em nós como o bem, mas, o que fizemos a tantos séculos de civilização,
a tanta educação, a tantas escolas, a tantos humanismos, a tanta cultura, a
tanta ciência…? Não fizemos nada. Parece difícil fazer.
Há sempre uma súbita vingança marcada
pela raiva, pelo ódio…; há sempre um bode expiatório para sacrificar. Os três jovens
israelitas mortos pelos palestinianos “têm de ser “vingados”, já morreu um
palestiniano, continuando a busca por quem se julga estar implicado. Esta lógica
de violência é uma escalada aparentemente sem retorno, apesar dos gestos de paz
como os que o Papa promoveu há pouco tempo no Vaticano.
Onde está a solução? Parece não
existir; e isso é que dá medo.
terça-feira, 24 de junho de 2014
Daniel, o menino da Madeira,
O que podemos dizer daquela mãe? Há uma quase impossibilidade de dizer seja o que for, porque não podemos ou não queremos imaginar que uma mãe tente vender o seu próprio filho a um casal estrangeiro. Sai fora de tudo, Precisamos de saber quem a ajudou, a sua avaliação psicológica, etc.etc. Tudo parece mal contado, mas talvez seja necessário atar pontas ainda soltas.
Etiquetas:
desumanidade,
direiotos das crianças,
trafico humano
Subscrever:
Comentários (Atom)