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quinta-feira, 13 de janeiro de 2022
A intolerância religiosa na Índia
Sabemos que o problema vem de longe, sobretudo entre hindus (80%) e muçulmanos (13,4%). Agora chegou à minoria católica (2,3%).
Há talvez uma semana foi noticiado que as Irmãs da Caridade da congregação religiosa da Madre Teresa de Calcutá foram proibidas de receber donativos do estrangeiro. Não é caso único, há outras notícias contra instituições católicas, como um centro de apoio a jovens perto da cidade de Agra, encerrado e multado por ter terminado o prazo de arrendamento do local.
Esta discriminação às minorias religiosas não é uma coisa nova, mas mudou a atitude do poder, nomeadamente do presidente Modi, que fez aprovar uma lei contra a conversão a outras religiões.
Devotos indianos rezam diante da imagem de Nossa Senhora da Saúde, em Hyderabab (AFP or licensors)
segunda-feira, 3 de janeiro de 2022
Dia Internacional da Paz
Foi há dois dias calebrado o dia mundial da paz - a 1 de janeiro. Os dias internacionais foram instituídos pela ONU para lembrar a importância e a necessidade de fazer alguma coisa pelos assuntos em questão. No caso da paz, até se pode dizer que é o mais importante direito humano, porque todios os outros ficam em causa. Sem paz não há liberdade, justiça, segurança, desenvolvimento...
sexta-feira, 31 de dezembro de 2021
Desejo (e espero) que 2022 seja diferente
2021 não deixa saudades, foram muitos os problemas. Destaco a pandemia, os talibãs e a imigração ilegal.
- A pandemia continua sem dar tréguas, temo que deixe marcas psicológicas em muita gente. É tempo a mais, a fugirmos uns dos outros, como se todos fossem um perigo. É tempo a mais, sem olhar o rosto das pessoas, parece que não conhecemos ninguém e que ninguém nos conhece. Tornámo-nos estranhos!
- O regresso dos talibãs ao poder no Afeganistão e a tragédia daquele povo. Custa acre-ditar como o governo de Cabul caiu sem resistência, com o presidente a fugir do país, os americanos e outras forças internacionais em debandada e as frágeis instituições a su-cumbirem, uma a uma.
- As vagas de migrantes do Norte África para a Europa e da América Latina para os Es-tados Unidos. Muitos morreram, muitos foram detidos, permanecendo, sem saída, em campos de refugiados e de detenção. Foram poucos os que conseguiram chegar e iniciar processos de legalização.
Etiquetas:
fundamentalismo islâmico,
imigração ilegal,
pandemia
segunda-feira, 27 de dezembro de 2021
A morte de Desmond Tutu
Morreu, ontem, aos 90 anos, o arcebispo da igreja anglicana, Desmond Tutu. Era verdadeiramente a voz dos que não tinham voz. Lutou pela liberdade, igualdade e justiça, contra o apartheid e todas as formas de opressão. Quando finalmente termina esse regime segregacionista, que uma minoria branca impunha aos negros sul-africanos, falou e participou na reconciliação de todos os sul-africanos fossem quem fossem. Sonhou com uma África do Sul onde brilhasse sempre um arco-íris, sem discriminação, sem indignidades, sem corrupção...
Premio nobel da paz em 1984.
Etiquetas:
Direitos Humanos; Personalidades
sexta-feira, 24 de dezembro de 2021
Um Bom Natal
Desejo a todos um bom Natal. Para uns será melhor do que para outros, certamente. Muitos viverão sentimentos inexplicáveis por palavras; espero que permaneçam os gestos de gratidão, partilha e amizade.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2021
O Dia Internacional Da Solidariedade Humana
Hoje, dia 20 de dezembro, celebra-se o DIA INTERNACIONAL DA SOLIDARIEDADE HUMANA.
Instituído pela ONU para lembrar a todos os países, a todas as organizações, públicas ou da sociedade civil, que temos um compromisso inadiável com a humanidade. Um compromisso de justiça, com todos os seres humanos: os que se vão deitar de estômago vazio, os que não tomaram uma única vacina, os que dormem na rua, os que morrem no Mediterrâneo, os que permanecem em campos de refugiados ou de detenção…
Temos um compromisso com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), para que se possam cumprir os direitos humanos.
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imigração,
pobreza,
solidariedade humana
quarta-feira, 15 de dezembro de 2021
A mulher do semáforo
Era quase noite, já se via muito mal, num cruzamento de Nova Deli, Índia, uma senhora, com um filho ao colo, magra, muito magra, quase esquelética, aproxima-se dos vidros do autocarro e pede esmola. Uma pessoa lá de dentro, abre o vidro da janela e dá-lhe algum dinheiro (bastante até); ela agarra-o, amarrota-o dentro da mão e, em momento algum, olha a senhora que tenta comunicar com ela. Quase desvia o olhar, como se muros invisíveis a separassem dos outros.
Ficará ali, à espera de outros turistas, de autocarros que parem, para mais uma vez se dirigir aos vidros, de olhar perdido, pedindo esmola; ou deixará aquele cruzamento e aquele semáforo, quando perceber que a quantia que acaba de receber é suficiente para comprar comida e alimentar os filhos por muitos dias.
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