A perspetiva multicultural
assenta a sua argumentação no raciocino: aquilo que os indivíduos são (a sua
identidade) é essencialmente cultural. Portanto, pensamos, vemos o mundo,
vivemos, a partir de uma cultura. Nenhuma questão se colocaria, se as
sociedades não fossem, e cada vez mais, multiculturais. Uma vez
que o são, e as especificidades culturais são identitárias, não se pode ignorar
o valor das culturas.
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terça-feira, 18 de outubro de 2016
sábado, 15 de outubro de 2016
Bob Dylan, Prémio Nobel da Literatura
Não o conheço bem, mas dizem que foi (é)
um autor de causas, que escreveu sobre a paz, os direitos humanos, a justiça, a
dignidade humana...; que escreveu letras de canções que são poemas de grande
valor literário.
Por tudo isto, que colocou ao serviço, durante
décadas, da consciência do mundo, merece o Prémio Nobel da Literatura.
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Sabedoria, um provérbio
Disse-me, com olhar sério, como se soubesse bem do que falava:
- O diabo é tão cego que se mete na igreja.
(Claro, pode lá haver sítio pior, para o diabo se esconder). Percebi tudo o que me queria dizer. Já abri os olhos.
- O diabo é tão cego que se mete na igreja.
(Claro, pode lá haver sítio pior, para o diabo se esconder). Percebi tudo o que me queria dizer. Já abri os olhos.
terça-feira, 11 de outubro de 2016
Haiti, a natureza não dá tréguas
Penso que os demónios se uniram para conspirar contra este povo. Em 2010, foi aquele violento terramoto que levou muitos milhares de pessoas e destruiu praticamente tudo. Agora, o furacão que deixou também um enorme rasto de destruição. Espero que as Nações Unidas cheguem com a ajuda necessária para que aqueles que já começaram a sofrer (e alguns a morrer) de cólera e outras doenças possam salvar as suas vidas.
Etiquetas:
catástrofes naturais,
emergeência
sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Palmas para António Guterres
Também eu aclamo Guterres. Fiquei feliz, porque acredito nele, sei que por mais interesses, entraves, linhas tortas, ele tem um caminho e não se vai desviar dele. Espero que possa fazer reformas, impor ideias, tornar aquela organização capaz de responder atempadamente às crises, às emergências, aos desafios.
sábado, 24 de setembro de 2016
Um poema para a gente anónima que não ficou na história
Poema
Quem construiu
Tebas, a cidade das sete portas?
Nos livros
lêem-se os nomes dos reis.
Mas terão os
próprios reis carregado com as pedras?
E Babilónia,
tantas vezes destruída,
Quem a
reconstruiu continuamente?
Em que casas de
Lima, a doirada, moravam os operários?
E na noite em
que se acabou a muralha da China,
Para onde
voltaram os pedreiros?
Roma, a grande,
está cheia de arcos de triunfo,
Por quem foram
erguidos?
De quem
triunfaram os Césares?
E Bizâncio, a
tão cantada, só tinha palácios
para os seus
habitantes?
Mesmo na
lendária Atlântida, na noite em que foi tragada pelo mar, os senhores, a
afogarem-se, gritavam ainda pelos escravos.
O jovem
Alexandre conquistou as Índias.
Sózinho?
César derrutou
os gauleses.
Não teria com
ele pelo menos um cozinheiro?
Filipe de
Espanha chorou quando a sua armada foi ao fundo.
Então ninguém
mais chora?
Frederico II foi
vencedor da guerra dos Sete Anos.
Quem mais
venceu?
Em cada página
uma vitória. Quem fez os banquetes festivos?
Um homem célebre
de dez em dez anos.
Quem pagou as
despesas?
Tantas
histórias,
Tantas
perguntas.
(Bertolt Brecht)
sexta-feira, 26 de agosto de 2016
Os meninos de Aleppo
A criança síria, resgatada dos escombros de uma casa em
Aleppo, após mais um bombardeamento (já nem sei de quem são as bombas, são
tantos a disparar), sentada, quase irreconhecível, paralisada, no banco da ambulância
que a levou ao hospital, parece estar a recuperar, enquanto o irmão não resistiu
e já morreu.
A tua mudez é ensurdecedora, apela à responsabilidade do
mundo. Oiço os teus gritos silenciosos e sinto-me responsável pelo que te está a
acontecer, mesmo que pouco possa fazer, mesmo que tenha escrito muitas vezes
contra os ditadores, os fundamentalismos, a guerra, a violência…; sinto que o
que te aconteceu me diz respeito.
O pior ainda é que quase já ninguém se sente responsável; o
pior é que as imagens de crianças denunciando e clamando pela consciência do
mundo começam a ser tão banais que temo se tornem irrelevantes. Jantamos,
conversamos, desligamos a televisão… e seguimos as nossas vidas como se os
meninos de Aleppo e todos os outros meninos, vítimas de tantos abusos, fossem apenas
imaginação.
Etiquetas:
fundamentalismo islâmico,
guerra
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