Estive, há poucas semanas,
na Capadócia, região de dois vulcões extintos, há milhares de anos. A primeira percepção
é de encantamento, pela novidade, pela surpresa, pela extensão, pela história…
Grutas e mais grutas, umas à superfície, como se fossem vestígios de castelos e
de mundos mágicos, outras subterrâneas, habitação, durante séculos
(do VI ao IX), das populações daí.
Também impressiona o vale das igrejas
bizantinas, escavadas na rocha, como se, a procura de sentido, fosse, nesse tempo, como hoje ainda,
o marcar da vida. A relação do homem com o
transcendente é tão enigmática e ao mesmo tempo tão avassaladora que nos
perturba. Por que haverá, naquele vale e naquela encosta, tantas igrejas, todas
seguidas, pequenas, maiores, baixas, altas…?
Nalgumas, há pinturas,
cenas bíblicas, representações duma cristandade que nos é familiar. De resto, o
que nos invade, quando percorremos o vale, não é uma sensação de estranheza, mas
de interrogação: como foi possível? Foi possível porque se conjugaram os ventos, as chuvas, as areias...tudo, até a mão de Deus, dirão alguns. Gostei muito.
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